30 maio 2021

Cenários de Primavera (1)

 

Foto da minha amiga Amélia

Estação Fluvial de Belém, há duas semanas. O Tejo, a ponte, o Cristo-Rei, os barcos que se cruzam no rio. Tínhamos acabado de regressar de Porto Brandão, no Ferry que se vê na foto. Fomos lá almoçar e explorar a pequena e pitoresca localidade. Já eram quase seis horas da tarde, de um dia de primavera agradável e tranquilo. O nosso olhar perde-se no azul do céu e do rio. Há uma luz bonita no ar…

25 abril 2021

E os Homens formaram...

 “Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui.”

Salgueiro Maia – 25 de Abril 1974

 

20 fevereiro 2021

Cenários de Inverno (13)

(Foto minha, de hoje)

Chove! O dia amanheceu cinzento chumbo, como quem não quer deixar partir a escuridão da noite. Lá fora, o vento faz oscilar numa dança louca, o abacateiro que está em frente à janela.  Chega um sms da protecção civil a alertar para o estado de mau tempo aqui na região. Fico um pouco à janela a olhar para a intempérie, a ver a chuva cair. No telhado em frente, junto a uma pequena parede e bem encostadinhos uns aos outros, está uma fileira de pombos, em protecção contra o vento. Afinal a união faz a força e juntos são mesmo mais fortes. Penso que também há beleza num dia de chuva. E não tarda nada a Primavera está aí e as andorinhas voltarão a voar…


05 fevereiro 2021

26 dezembro 2020

Ainda o Natal (com o Robbie e a Nicole)


Robbie Williams and Nicole Kidman - Somethin' Stupid (Official Video)

Andei por aí a ver uns vídeos e deparei-me com este. Achei-lhe piada quando saiu... ainda acho!
Espero que todos estejam a ter um Natal Feliz, apesar destes loucos tempos pandémicos. 
Haja esperança. Amanhã começa a vacinação por terras lusas...

19 novembro 2020

Parabéns, para ti!

 


Num deserto sem água 
Numa noite sem lua 
Num país sem nome 
Ou numa terra nua 

Por maior que seja o desespero 
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

“Ausência” de Sophia de Mello Breyner Andresen

Hoje seriam 87 anos. Parabéns para ti, minha mãe...


08 setembro 2020

Cenários de Verão (4)

Foz do Lizandro, em Agosto

Não estava um daqueles dias de céu azul perfeito nem de calor tórrido. Estava uma temperatura amena e um céu ligeiramente nublado, mas quase perfeito para aquele lugar. O areal, quase deserto na zona do rio, estava pejado de gaivotas. E veio um cão e ladrou…

14 julho 2020

Eu e as minhas plantas

(As minhas aromáticas)

Não sou particularmente dotada para tratar de plantas. Adoro-as, é certo, mas…. Cá em casa apenas os cactos têm um tempo de vida razoável, mas mesmo esses de vez em quando têm que ser substituídos. Tenho apenas um (falo dele, aqui!), que anda há anos atrás de mim. Tem sempre um aspecto um pouco raquítico, mas, duas vezes por ano, decide florir e aí é toda uma outra história. Também não tenho jardim, nem varandas, apenas os parapeitos da janela. Agora decidi tentar uma aventura nova, as aromáticas. Comecei pela hortelã e pelo manjericão. Será que se irão dar bem comigo? Já as tenho há cerca de 2 semanas e tenho usado as folhas no tempero (é esse objectivo, verdade?). Por enquanto continuam com um ar muito compostinho, vamos ver até quando…




 (O meu cacto hoje e há 3 anos, não tenho nenhuma foto recente dele, florido)

13 julho 2020

Anatomia de um Vírus (4)



No princípio estranhámos, reclamámos e sentíamo-nos uns autênticos Et’s. Agora já quase não damos por elas e … por mim falo. Esta é a nova realidade. A nossa corda da roupa, passou a incluir um assessório que, de uma forma tão simples, pode proteger-nos e salvar vidas. A máscara de protecção veio para ficar e sem data de permanência. Elas estão por aí, cirúrgicas ou sociais, estas em diferentes feitios e padrões, permitem combinar os tons com a roupa que vestimos no dia a dia. Do mal, o menos! As da foto são as minhas que uso em situações onde o contacto com pessoas é mínimo. Em locais de maior afluência, opto pelas cirúrgicas. Até quando, não sabemos, elas vieram mesmo para ficar…

12 julho 2020

Da amizade, dos livros e das cartas entre amigos


“… e… Aí está ele! O livro dos dois amigos, dos dois grandes nomes da língua portuguesa, que se queriam bem, que te tudo conversavam e que marcaram o séc. XX com os seus talentos…”

Excerto da introdução ao livro, escrita por Paloma Amado, filha do escritor.


“Esta mensagem vai na letra gorda para que não se perca nos azares da transmissão nem um só sinal da nossa amizade, deste carinho tão bonito que veio enriquecer de um sentimento fraterno uma relação nascida tarde, mas que, em lealdade e generosidade, pede meças à melhor que por aí se encontre. José Saramago”

(Jorge Amado veio a assinar também mais tarde, esta declaração, chamemos-lhe assim, de amizade)

“Desta Ilha de Lanzarote, com o mar por meio, mas com braços tão longos que alcançam a Bahía, nós e os mais que cá estão, parentes e amigos, admiradores todos, vos enviamos muito saudar e votos valentes contra as coisas negativas da vida. José e Pilar”

“Pena que vossa viagem para São Paulo tenha sido suspensa. Já estávamos enfeitando de alegria a casa do Rio Vermelho para vos receber. Jorge e Zélia”

(excertos do livro em apreço)

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A amizade verdadeira é algo de muito bonito e intemporal. Este livro de troca de correspondência entre José Saramago e Jorge Amado, é um exemplo vivo disso mesmo. Estou a lê-lo com um prazer imenso! A beleza das palavras de ambos os escritores, está presente em cada linha, cada palavra, cada carta...

Obrigada à minha amiga Margarida (Ana de seu verdadeiro nome), que mo ofereceu sem motivo ou, pelo contrário, com um motivo muito forte, a celebração da amizade.

(Ps- o nome Margarida, é uma private joke entre nós)