16 janeiro 2018

Leitura em destaque este mês

"a máquina de fazer espanhóis" de Valter Hugo Mãe

Este é o livro, em discussão no mês de Janeiro, na minha Comunidade de Leitores. O romance anda em torno da chamada terceira idade, nos nossos dias idade sénior. Fala da velhice, da amizade, do amor e muito mais. A entrada num lar, de um barbeiro de 84 anos, após a morte da mulher, dá o mote a uma história emocionante, que ora nos faz rir ora nos coloca um nó no estômago. O enfoque nos laços familiares ou a falta deles, leva-nos a pensar numa situação que mais tarde ou mais cedo todos podemos acabar por vivenciar. Talvez por isso, não consigo evitar de o ler de uma forma ávida e quase compulsiva. 

15 janeiro 2018

Cenários de Inverno (10)


Fotos minhas - entre as praias de Carcavelos, da Torre e o Passeio Marítimo de Oeiras.

O céu e o mar em pleno Inverno ou ...... o privilégio de viver num lugar assim. Começo a criar a rotina de caminhar à beira-mar algumas manhãs por semana. Até posso passar por ali todos os dias que o encantamento é sempre o mesmo. Hoje tudo brilhava (1ª foto), o mar quase sem ondas, o céu azul, pequenas embarcações de pescadores e uma ou outra pessoa caminhando na areia. Uma dádiva, uma autêntica dádiva...

14 janeiro 2018

Ao acaso na estante (1)

O livrinho a que volto muitas vezes

« Dans un beau jardin où les rayons d’un soleil automnal semblaient s’attarder à plaisir, sous un ciel déjà verdâtre où des nuages d’or flottaient comme des continents en voyage, quatre beaux enfants, quatre garçons, las de jouer sans doute, causaient entre eux……

…. Le soleil s’était couché. La nuit solennelle avait pris place. Les enfants se séparèrent, chacun allant, à son insu, selon les circonstances et les hasards mûrir sa destinée, scandaliser ses proches vers la gloire ou vers le déshonneur. »

A abrir e a fechar Les Vocations, poema XXXI de « Le Spleen de Paris » de Charles Baudelaire

Nunca leio um só livro de cada vez. Tenho sempre 2 ou 3 em curso, cuja leitura vou alternando de acordo com a vontade do momento. De vez em quando vou à estante, escolho um daqueles a que voltamos muitas vezes, abro ao acaso e releio meia dúzia de páginas. Hoje voltei aos poemas em forma de prosa de Baudelaire, com o Spleen de Paris. Abri o livro e caí no meio do poema XXXI Les Vocations. Adoro, simplesmente…


12 janeiro 2018

11 janeiro 2018

Obrigada à Vida!

A caminhar pelas arribas da Praia da Adraga no passado dia 1 de Dezembro 

Sempre! 
Parece que hoje é o dia de dizer Obrigado. Não é que dê muita atenção a este cenário dos dias de qualquer coisa. No entanto, quando ouvi a referência logo pela manhã na rádio que me desperta todos os dias, ainda naquela neblina recém saída do sono, dei comigo a pensar que sou grata à Vida. A verdade é que apesar dos muitos obstáculos e dificuldades que têm surgido pelo caminho, mais cedo ou mais tarde  as soluções vão aparecendo. A família e os amigos são do melhor que tenho e não preciso de muito para ser feliz. Aproveito tudo o que de bom me acontece e esqueço muito depressa o menos bom. E uma coisa que tenho aprendido ao longo dos anos é a não complicar, deixar correr até encontrar a ponta do fio que vai desenlear a meada. Por isto e por muito mais, sou grata à Vida!

10 janeiro 2018

O tempo, ai o tempo...

Foto minha - Como não posso aprisionar o tempo, aprisionei a ampulheta (detalhe decorativo cá de casa)

Por vezes apetece-me aprisioná-lo e pedir-lhe que se acalme, que não vá tão rápido. E deixá-lo partir apenas quando me prometer que me vai ouvir e reduzir a ligeireza. Deixar-me sentir os minutos que se transformam em horas e os dias que vão compondo as semanas. Deixar fugir a sensação de que tudo acontece em velocidade supersónica e que pelo caminho fica tanto para ver, tanto para ler, tanto para fazer. Não é um exercício fácil este de gerir o tempo e fazê-lo chegar para tudo o que gostaríamos de fazer com ele. Tem mesmo que ser segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano …

09 janeiro 2018

Cenários de Inverno (9)


Foto minha, uma das janelas cá de casa

A ver a chuva cair. Literalmente! Eles e eu. 
E penso, deixá-la cair que há muito rio e albufeira para encher...

Para os Braços da Minha Mãe