25 janeiro 2016

24 janeiro 2016

Porque votar, é liberdade!


Hoje é dia de fazermos uso do nosso direito cívico mais básico, sinónimo também ele de liberdade. Houve quem desse a vida para que nós hoje pudéssemos usufruir deste direito. Só isso basta para o tornar também num dever. Nunca conseguirei entender a abstenção. Quem não vota por opção, devia ser multado ou pagar imposto (uma ideia que vi escrita por aí, algures num comentário de um  blog, e, com a qual concordo!).

23 janeiro 2016

Cenários de Inverno (5)

Vincent Van Gogh
Apanhadores de lenha na neve, 1884


Germashev Michael Markianovich 
Médico na estação, 1910

22 janeiro 2016

Na telefonia


Há pessoas que são espantosamente criativas e fantásticas no que fazem. O Nuno Markl é uma delas. Adoro-lhe o humor requintado e a inspiração. Costumo ouvir todos os dias de manhã a Super Parada de Génius na M80 (como se pode ler no site da rádio "é uma rubrica sobre a banda sonora da sua vida - e de todos nós. Uma colectânea infinita de canções das nossas vidas - desde as ridículas até às sublimes, analisadas pelo coleccionador de cromos oficial da M80").
Divirto-me imenso com esta rubrica, especialmente pela forma como o Markl dá a volta às músicas e nos leva a viajar num turbilhão de ideias ou num desfazer de mitos. 
Hoje foi o caso!
Achei delicioso o tema intitulado "Dino Meira Zum Zum Zum". Disponível aqui e imperdível. Genial como, de uma canção que qualquer um chamaria de pimba, na sua forma mais depreciativa, o Nuno  vira-a ao contrário e leva-nos a vê-la com outros olhos e a senti-la com o coração. 
"...Ser emigrante é, ter coragem para ir e p'ra voltar. Chegar à hora da partida, mostrar um sorriso, mas por dentro a chorar...". Ouçam que vão entender ...

20 janeiro 2016

Porque sim ...

(O meu trevo de 4 folhas, a propósito deste post da Elisa)

Este blog esteve uns tempos largado ao pó e às teias de aranha. Problemas familiares complicados (passe o pleonasmo, afinal problemas já são complicações por si só...) concentraram toda a minha energia e roubaram-me um bocadinho a motivação. Por agora os problemas ainda existem, mas vão aligeirando. Uma solução aqui, uma ideia ali, uma mão acolá, uma palavra mais à frente e quando damos por isso a vida vai retomando o seu rumo e as dificuldades vão sendo ultrapassadas de mansinho. Sem grandes planos mas com muitos sonhos, vou tirando partido de tudo o que de bom acontece. Vivendo o momento, seja ele um raio de sol na cara num dia muito frio, um abraço que não se espera, uma música inspiradora, uma caminhada na minha duna preferida, ouvir "oh mãe sabes que gosto de ti?", um livro que me surpreende ou uma notícia boa de alguém que está longe e de quem tenho saudades. Por vezes estamos tão concentrados nas nossas dificuldades que nos esquecemos de olhar para o lado e apreciar as coisas simples. E a vida passa tão rápido. E o hoje é já amanhã. Este blog andou às moscas, é verdade. Mas agora apeteceu-me limpar-lhe as teias e trazê-lo de volta! Sem pretensões de qualquer espécie (mesmo porque não tenho nenhum dom especial para a escrita), mas apenas porque sim, porque me apetece!

19 janeiro 2016

Em curso

Alegoria de Manuel Ribeiro de Pavia

"... Nem a alvura de uma aldeia, nem os seios de um monte.
Só planície e céu - céu e planície.
Nem o oiro da seara, nem o azul do céu lhes festejava a alma.
Só desalento e amargor - amargor e desalento.
Foram arriando os arranjos do carro e deitaram-se por ali à espera de ordens. Os criados passavam e olhavam-nos de banda.
- Gaibéus!..."

in "Gaibéus" de Alves Redol

Não está a ser uma leitura fácil. Descrições duras, personagens amargas na luta por uma sobrevivência quase animalesca. Uma escrita que utiliza de modo recorrente, expressões próprias daquela classe de infelizes e que nos pode obrigar a um trabalho de pesquisa para melhor compreensão. No entanto, apesar imagem de degradação humana que nos transmite, há uma sensibilidade paralela que nos comove e nos impele a uma leitura compulsiva. Avancemos então ...

18 janeiro 2016

Tristeza

Van Gogh (campo de papoilas)

É sempre difícil lidar com a morte, mesmo quando se sabe que vai acontecer. Mesmo quando cada dia é uma batalha ganha até ao dia em que se perde a mesma. Em duas semanas seguidas, desaparecem duas grandes mulheres do meu círculo de vida. Não sendo amizades pessoais eram pessoas que conheci de muito perto e que admirava imenso pela sua capacidade de luta, espírito generoso e nunca terem desistido da vida, mesmo com a morte à espreita. Foi um privilégio tê-las conhecido e ter trabalhado com ambas. Quem sabe um dia, voltaremos a encontrar-nos  numa outra dimensão. Para vocês mulheres guerreiras, um campo cheio de papoilas. Até sempre Graça e Alda...

Para os Braços da Minha Mãe