20 janeiro 2016

Porque sim ...

(O meu trevo de 4 folhas, a propósito deste post da Elisa)

Este blog esteve uns tempos largado ao pó e às teias de aranha. Problemas familiares complicados (passe o pleonasmo, afinal problemas já são complicações por si só...) concentraram toda a minha energia e roubaram-me um bocadinho a motivação. Por agora os problemas ainda existem, mas vão aligeirando. Uma solução aqui, uma ideia ali, uma mão acolá, uma palavra mais à frente e quando damos por isso a vida vai retomando o seu rumo e as dificuldades vão sendo ultrapassadas de mansinho. Sem grandes planos mas com muitos sonhos, vou tirando partido de tudo o que de bom acontece. Vivendo o momento, seja ele um raio de sol na cara num dia muito frio, um abraço que não se espera, uma música inspiradora, uma caminhada na minha duna preferida, ouvir "oh mãe sabes que gosto de ti?", um livro que me surpreende ou uma notícia boa de alguém que está longe e de quem tenho saudades. Por vezes estamos tão concentrados nas nossas dificuldades que nos esquecemos de olhar para o lado e apreciar as coisas simples. E a vida passa tão rápido. E o hoje é já amanhã. Este blog andou às moscas, é verdade. Mas agora apeteceu-me limpar-lhe as teias e trazê-lo de volta! Sem pretensões de qualquer espécie (mesmo porque não tenho nenhum dom especial para a escrita), mas apenas porque sim, porque me apetece!

19 janeiro 2016

Em curso

Alegoria de Manuel Ribeiro de Pavia

"... Nem a alvura de uma aldeia, nem os seios de um monte.
Só planície e céu - céu e planície.
Nem o oiro da seara, nem o azul do céu lhes festejava a alma.
Só desalento e amargor - amargor e desalento.
Foram arriando os arranjos do carro e deitaram-se por ali à espera de ordens. Os criados passavam e olhavam-nos de banda.
- Gaibéus!..."

in "Gaibéus" de Alves Redol

Não está a ser uma leitura fácil. Descrições duras, personagens amargas na luta por uma sobrevivência quase animalesca. Uma escrita que utiliza de modo recorrente, expressões próprias daquela classe de infelizes e que nos pode obrigar a um trabalho de pesquisa para melhor compreensão. No entanto, apesar imagem de degradação humana que nos transmite, há uma sensibilidade paralela que nos comove e nos impele a uma leitura compulsiva. Avancemos então ...

18 janeiro 2016

Tristeza

Van Gogh (campo de papoilas)

É sempre difícil lidar com a morte, mesmo quando se sabe que vai acontecer. Mesmo quando cada dia é uma batalha ganha até ao dia em que se perde a mesma. Em duas semanas seguidas, desaparecem duas grandes mulheres do meu círculo de vida. Não sendo amizades pessoais eram pessoas que conheci de muito perto e que admirava imenso pela sua capacidade de luta, espírito generoso e nunca terem desistido da vida, mesmo com a morte à espreita. Foi um privilégio tê-las conhecido e ter trabalhado com ambas. Quem sabe um dia, voltaremos a encontrar-nos  numa outra dimensão. Para vocês mulheres guerreiras, um campo cheio de papoilas. Até sempre Graça e Alda...

15 janeiro 2016

Cenários de Inverno (4)

(Este já foi ... no brunch do passado Domingo)

Chocolate quente, marrons glacés e biscoitos de gengibre. São sabores que adoro no Inverno e aos quais volto com frequência. Assim que o frio se vai, esqueço-os de imediato e só me voltam a apetecer no Inverno seguinte. Manias, a cada um as suas...

12 janeiro 2016

Coisas que lemos por aí *




“Se em vez de lhe ter receitado antidepressivos o seu médico lhe tivesse recomendado a leitura de O Principezinho, talvez os resultados do tratamento tivessem sido mais eficazes. Uma terapia virtuosa”

Estou tentada a concordar. Passo muitas vezes os olhos por este livro e nunca deixa de me surpreender…


* De João Galvão, no jornal Dica de 14Jan2016

10 janeiro 2016

Brunch at Chafariz d'El Rey

Primeiro pequeno prazer do ano! Com um grupo de amigas, fomos à descoberta do brunch no Palacete Chafariz d'El Rey. Ambiente romântico e acolhedor. Uma salinha só para nós, enorme gentileza do empregado que ficou connosco (obrigada Tiago!), comida deliciosa e companhia do melhor. Falámos, rimos e abordámos projectos para outros programas.  Três horas inspiradoras e a repetir noutras ocasiões...

Para os Braços da Minha Mãe