18 janeiro 2016

Tristeza

Van Gogh (campo de papoilas)

É sempre difícil lidar com a morte, mesmo quando se sabe que vai acontecer. Mesmo quando cada dia é uma batalha ganha até ao dia em que se perde a mesma. Em duas semanas seguidas, desaparecem duas grandes mulheres do meu círculo de vida. Não sendo amizades pessoais eram pessoas que conheci de muito perto e que admirava imenso pela sua capacidade de luta, espírito generoso e nunca terem desistido da vida, mesmo com a morte à espreita. Foi um privilégio tê-las conhecido e ter trabalhado com ambas. Quem sabe um dia, voltaremos a encontrar-nos  numa outra dimensão. Para vocês mulheres guerreiras, um campo cheio de papoilas. Até sempre Graça e Alda...

15 janeiro 2016

Cenários de Inverno (4)

(Este já foi ... no brunch do passado Domingo)

Chocolate quente, marrons glacés e biscoitos de gengibre. São sabores que adoro no Inverno e aos quais volto com frequência. Assim que o frio se vai, esqueço-os de imediato e só me voltam a apetecer no Inverno seguinte. Manias, a cada um as suas...

12 janeiro 2016

Coisas que lemos por aí *




“Se em vez de lhe ter receitado antidepressivos o seu médico lhe tivesse recomendado a leitura de O Principezinho, talvez os resultados do tratamento tivessem sido mais eficazes. Uma terapia virtuosa”

Estou tentada a concordar. Passo muitas vezes os olhos por este livro e nunca deixa de me surpreender…


* De João Galvão, no jornal Dica de 14Jan2016

10 janeiro 2016

Brunch at Chafariz d'El Rey

Primeiro pequeno prazer do ano! Com um grupo de amigas, fomos à descoberta do brunch no Palacete Chafariz d'El Rey. Ambiente romântico e acolhedor. Uma salinha só para nós, enorme gentileza do empregado que ficou connosco (obrigada Tiago!), comida deliciosa e companhia do melhor. Falámos, rimos e abordámos projectos para outros programas.  Três horas inspiradoras e a repetir noutras ocasiões...

09 janeiro 2016

Cenários de Inverno (3)

(A chuva na Serra de Sintra-1 Janeiro)

Uma pessoa olha para o céu e vê o sol a romper as nuvens e o vento a afastar as ditas. Uma pessoa fica contente e estende a roupa na corda. Uma pessoa estende a última peça e vira costas para a cozinha. Passa não mais do que um minuto e começa a chover. Conclusão: cenários de inverno não são só poesia!

08 janeiro 2016

Dos livros que nos passam pelas mãos


O que podemos possuir?*

“…O conceito de dinheiro escapa-me. Quando era criança, nunca senti que houvesse diferença real entre as notas do meu Monopólio e as que saíam da carteira da minha mãe, excepto num sentido convencional: umas eram usadas nos jogos que jogava com os meus amigos; as outras, nos jogos de cartas dos meus pais à noite. A artista Georgine Hu desenhava “notas bancárias”, como lhes chamava, em papel higiénico e usava-as para pagar as consultas de psiquiatria…”. 
As palavras são de Alberto Manguel. Tinha ouvido falar dele aquando de uma sessão de leitura de “Ficções” do Jorge Luís Borges, na minha comunidade leitores. O então jovem Manguel, lia para Borges, quando este estava quase cego. Hoje passou-me pelas mãos o seu livro “Uma História da Curiosidade” e esta entrada num dos capítulos fez-me sorrir e abriu-me o apetite para voltar ao livro. A adquirir logo que oportuno. Gosto, quando dou de caras com um livro que me anima.

* Capítulo 13 de “Uma História da Curiosidade” de Alberto Manguel

Para os Braços da Minha Mãe