Chocolate quente, marrons glacés e biscoitos de gengibre. São sabores que adoro no Inverno e aos quais volto com frequência. Assim que o frio se vai, esqueço-os de imediato e só me voltam a apetecer no Inverno seguinte. Manias, a cada um as suas...
“Se em vez de lhe ter receitado
antidepressivos o seu médico lhe tivesse recomendado a leitura de O Principezinho, talvez os resultados do tratamento
tivessem sido mais eficazes. Uma terapia virtuosa”
Estou tentada a concordar. Passo muitas
vezes os olhos por este livro e nunca deixa de me surpreender…
Primeiro pequeno prazer do ano! Com um grupo de amigas, fomos à descoberta do brunch no Palacete Chafariz d'El Rey. Ambiente romântico e acolhedor. Uma salinha só para nós, enorme gentileza do empregado que ficou connosco (obrigada Tiago!), comida deliciosa e companhia do melhor. Falámos, rimos e abordámos projectos para outros programas. Três horas inspiradoras e a repetir noutras ocasiões...
Uma pessoa olha para o céu e vê o sol a romper as nuvens e o vento a afastar as ditas. Uma pessoa fica contente e estende a roupa na corda. Uma pessoa estende a última peça e vira costas para a cozinha. Passa não mais do que um minuto e começa a chover. Conclusão: cenários de inverno não são só poesia!
“…O
conceito de dinheiro escapa-me. Quando era criança, nunca senti que houvesse
diferença real entre as notas do meu Monopólio e as que saíam da carteira da
minha mãe, excepto num sentido convencional: umas eram usadas nos jogos que
jogava com os meus amigos; as outras, nos jogos de cartas dos meus pais à
noite. A artista Georgine Hu desenhava “notas bancárias”, como lhes chamava, em
papel higiénico e usava-as para pagar as consultas de psiquiatria…”.
As palavras são de Alberto Manguel. Tinha ouvido falar dele aquando de uma
sessão de leitura de “Ficções” do Jorge Luís Borges, na minha comunidade
leitores. O então jovem Manguel, lia para Borges, quando este estava quase cego.
Hoje passou-me pelas mãos o seu livro “Uma História da Curiosidade” e esta
entrada num dos capítulos fez-me sorrir e abriu-me o apetite para voltar ao
livro. A adquirir logo que oportuno. Gosto, quando dou de caras com um livro
que me anima.
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Capítulo 13 de “Uma História da Curiosidade” de Alberto Manguel