Primeiro pequeno prazer do ano! Com um grupo de amigas, fomos à descoberta do brunch no Palacete Chafariz d'El Rey. Ambiente romântico e acolhedor. Uma salinha só para nós, enorme gentileza do empregado que ficou connosco (obrigada Tiago!), comida deliciosa e companhia do melhor. Falámos, rimos e abordámos projectos para outros programas. Três horas inspiradoras e a repetir noutras ocasiões...
10 janeiro 2016
09 janeiro 2016
Cenários de Inverno (3)
(A chuva na Serra de Sintra-1 Janeiro)
Uma pessoa olha para o céu e vê o sol a romper as nuvens e o vento a afastar as ditas. Uma pessoa fica contente e estende a roupa na corda. Uma pessoa estende a última peça e vira costas para a cozinha. Passa não mais do que um minuto e começa a chover. Conclusão: cenários de inverno não são só poesia!
08 janeiro 2016
Dos livros que nos passam pelas mãos
O que podemos possuir?*
“…O
conceito de dinheiro escapa-me. Quando era criança, nunca senti que houvesse
diferença real entre as notas do meu Monopólio e as que saíam da carteira da
minha mãe, excepto num sentido convencional: umas eram usadas nos jogos que
jogava com os meus amigos; as outras, nos jogos de cartas dos meus pais à
noite. A artista Georgine Hu desenhava “notas bancárias”, como lhes chamava, em
papel higiénico e usava-as para pagar as consultas de psiquiatria…”.
As palavras são de Alberto Manguel. Tinha ouvido falar dele aquando de uma
sessão de leitura de “Ficções” do Jorge Luís Borges, na minha comunidade
leitores. O então jovem Manguel, lia para Borges, quando este estava quase cego.
Hoje passou-me pelas mãos o seu livro “Uma História da Curiosidade” e esta
entrada num dos capítulos fez-me sorrir e abriu-me o apetite para voltar ao
livro. A adquirir logo que oportuno. Gosto, quando dou de caras com um livro
que me anima.
*
Capítulo 13 de “Uma História da Curiosidade” de Alberto Manguel
07 janeiro 2016
Caramba, só hoje descobri este homem!
Cornerstone by Benjamin Clementine
I am alone in a box of stone
When all is said and done
As the wind blows to the east from the west
Unto this bed, my tears have their solemn rest
I am lonely, alone in a box of stone
They claim they loved me but they all lying
I am lonely alone in a box of my own
And this is the place, I now belong
It’s my home, home, home, home home home home home
It wasn’t easy getting used to this
I use to scream
It’s not true, that its only when the door is locked
That nobody enters
Cuz mine has been open till your demise
But none had come, well who am I
What have I done wrong?
I’ve been lonely, alone in a box of my stone
They claim to be near me but they were all lying, its not true
I’ve been lonely, alone in a box of my stone
This is the place I know I now belong
It’s my home, home, home, home home home home home
Friends, I have met
Lovers have slept and wept
Promises to stay had never been kept
This bare truth of which most won’t share
I hope you share, I hope you share
Cuz I have been lonely
Alone in a box of my own
They claim to love me and be near me
But they are all lying
I have been lonely, alone in a box of my stone
And this is the place I now know I belong
Its my home, home, home, home home home home home
06 janeiro 2016
Cenários de Inverno (2)
Manhã de Inverno
Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.
Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.
A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.
Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.
Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.
Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.
Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.
Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.
Machado de Assis
05 janeiro 2016
Cenários de Inverno (1)
Chove lá fora e faz sol ao mesmo tempo. A paisagem fica lavada com a chuva e também com as cores mais brilhantes por conta do sol. Gosto tanto!
04 janeiro 2016
Nada mudou, apenas o ano no calendário
Regresso ao trabalho depois de uns dias de férias. Com o novo ano e como habitualmente, venho cheia de boas intenções de enfrentar tudo cheia de energia, com um sorriso, espírito totalmente zen, sem stress e ... esqueçam lá isso já estou back to normal as usual! Decididamente, na minha vida não há rotinas...
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