Pintura de Acácio Lino - exposta no Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante
Não é fácil fazer escolhas. Por vezes implicam uma mudança grande de vida e nem sempre estamos preparados para isso. A tão falada frase "sair da zona de conforto", é muito mais intensa do que aquilo que parece à primeira vista. Encontrar o incentivo certo, agarrar o impulso que nos assola ou tomar a decisão necessária, pode levar-nos a uma certa angústia e até deixar-nos sem dormir. O lado bom é que após a escolha feita, chega a sensação de alívio e de rumo reencontrado. A partir daí, é batalhar para transformar a escolha na decisão correcta.
Convento da Arrábida, foto de uma visita há duas semanas
A 5 minutos de entrar de férias, com a secretária já arrumada e a caixa de correio electrónico finalmente limpa (yeah!!!!), estou aqui a pensar que tenho que vir limpar as teias de aranha ao blog...
Tenho andado em arrumações cá por casa e uma das coisas que encontrei foi um diário dos meus tempos de adolescente. Numa página correspondente a um Sábado do mês de Maio de 1973, tinha então 15 anos, encontrei colada num canto, a playlist de uma festa de garagem, organizada com os meus amigos de então. É um verdadeiro tesouro e não, não é de todo deprimente! Aqui fica a foto da parte da frente e a descrição em baixo. Vou fazer uma série de publicações com estas músicas, que acabaram por marcar anos e momentos muito bons :)
Whiter Shade of Pale –Procol Harum
Black Dog – Led Zepellin
Spring, Summer Winter and Fall – Aphrodits Child
Let it be – Beatles
Sunshine and Rain – Alan Price
Carlos Santana with Buddy Mills
School’s Out – Alice Cooper
Slade Alive – Slade
Song for Beginners – Graham Nash
L.A. Woman – Doors
Very’eavy, Very’umble –Uriah Heep Catch Bull at Four - Cat Stevens
Seventh Sojourn - Moody Blues
Rock and Roll Music to the World – Ten Years After
Acabei ontem de reorganizar a minha biblioteca. Já tinha uma grande quantidade de livros que depois de lidos iam simplesmente ocupando espaços livres nas prateleiras e o caos começou a instalar-se. Deixou de haver sequência e quando precisava de algo específico, já demorava a encontrar. Foi uma tarefa morosa porque quando começo a mexer nos livros, dou por mim sentada no chão a folhear um outro mais especial e a perder-me na leitura. Mas, enfim, está feito. No meio da tarefa dei com a história do macaco do rabo cortado que comprei há pouco tempo numa ida à feira da ladra. Um livro de grata memória, pois foi o primeiro que requisitei (numa versão da Salomé de Almeida) na biblioteca da minha escola primária (S. Domingos de Rana), tinha então 8 anos. Nunca mais me esqueci. Tenho ainda guardada, com um prazer imenso, a requisição desse livro datada de 28/04/66, assinada pela minha inesquecível professora primária Maria Emília Varanda. Foi ela que me introduziu na leitura, uma paixão que nunca mais me abandonou...