Acabei ontem de reorganizar a minha biblioteca. Já tinha uma grande quantidade de livros que depois de lidos iam simplesmente ocupando espaços livres nas prateleiras e o caos começou a instalar-se. Deixou de haver sequência e quando precisava de algo específico, já demorava a encontrar. Foi uma tarefa morosa porque quando começo a mexer nos livros, dou por mim sentada no chão a folhear um outro mais especial e a perder-me na leitura. Mas, enfim, está feito. No meio da tarefa dei com a história do macaco do rabo cortado que comprei há pouco tempo numa ida à feira da ladra. Um livro de grata memória, pois foi o primeiro que requisitei (numa versão da Salomé de Almeida) na biblioteca da minha escola primária (S. Domingos de Rana), tinha então 8 anos. Nunca mais me esqueci. Tenho ainda guardada, com um prazer imenso, a requisição desse livro datada de 28/04/66, assinada pela minha inesquecível professora primária Maria Emília Varanda. Foi ela que me introduziu na leitura, uma paixão que nunca mais me abandonou...
02 maio 2015
28 abril 2015
E lá longe no Nepal
Já é complicado em Países com mais recursos, mas quando não há quase nada é tragédia em cima da catástrofe...
25 abril 2015
25 de Abril ontem, hoje e sempre!
Há datas que têm que ser celebradas. O 25 de Abril é uma delas, mesmo que muita coisa se tenha entretanto perdido pelo caminho. O facto de ter a liberdade de estar a escrever sobre isso neste momento, basta por si só para celebrar a data. Para mim, o Capitão Salgueiro Maia será sempre o rosto dessa liberdade. 25 de Abril, sempre!
28 fevereiro 2015
Cactos
Gosto de cactos. Sempre gostei. E não é porque, basicamente, são as únicas plantas que consigo manter com vida cá por casa. Uma das razões prende-se com facto de serem plantas do deserto e eu ter um enorme fascínio pelo dito. A outra é mesmo por causa das belíssimas flores que, ciclicamente, iluminam estas plantas de forma algo esplendorosa. São normalmente frágeis e de curta duração, mas sempre de uma minúcia única e de beleza estonteante. Gosto muito!
17 fevereiro 2015
A hora do chá
Era todo um ritual. Primeiro a escolha do aroma, logo seguida do bule adequado. Depois vinham as chávenas ou as canecas. Sim, porque se há chás que se bebem em chávenas de delicada porcelana, outros há que só serão devidamente saboreados se servidos numa caneca que possa contar uma história e que se segura com as duas mãos. A hora do chá era o seu momento preferido do dia. Punha uma toalha bonita na mesa e preparava dois, três ou quatro lugares, dependendo do espírito do momento.Se estava para poucas conversas era só para si e mais um convidado se, pelo contrário, a fase era de euforia, então seriam quatro à mesa. Tudo era feito com movimentos suaves e ritmados, antecipando o prazer do momento. Servia o chá acompanhado de pequenos biscoitos e de muita conversa. Lembrava histórias da sua vida passada, das viagens que fizera, das aventuras que vivera. Sempre num monólogo eloquente, vibrante e entusiasmado, acompanhado de muitos gestos. A ausência de resposta não parecia incomodá-la. No final levantava a mesa, não dando conta do chá por beber nas chávenas dos convidados ou dos biscoitos intocados nos seus pratos. Não dando conta da solidão, nem dando conta da vida que já não era. No dia seguinte, a hora do chá voltaria a ser o seu momento preferido do dia...
16 fevereiro 2015
Sonhei....
Sonhei que era menina e vivia numa casa encantada que tinha uma janela cor de alfazema e em forma de coração. Junto à casa havia uma árvore que era morada de muitos pardais que ali retornavam ao entardecer para passar as noites amenas de Primavera. Da janela cor de alfazema e em forma de coração ficava a vê-los chegar. Voos estonteantes, sinfonia de chilreios, alegria infinita e partilhada. Mas logo, logo chegou a chuva, calaram-se os pardais, esfumou-se a casa da janela cor de alfazema e em forma de coração. Acordei do sonho e percebi que ainda era Inverno ...
01 fevereiro 2015
Tudo tem um tempo próprio*
René Magritte, 1959
"...
um tempo para nascer e um tempo para morrer;
um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;
um tempo para matar, um tempo para curar as feridas;
um tempo para destruir e outro para reconstruir;
um tempo para chorar e um tempo para rir;
um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;
um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar;
um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós;
um tempo para andar à procura e outro para perder;
um tempo para armazenar e um para distribuir;
um tempo para rasgar e outro para coser;
um tempo para estar calado e outro tempo para falar;
um tempo para amar, um tempo para odiar;
um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.
..."
*Eclesiastes
A simplicidade, a cadência e o sentido das palavras encantaram-me. Tenho que agradecer a quem me levou até elas ...
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As minhas lembranças alentejanas, não ficariam completas sem uma ligeira alusão gastronómica. Por isso e para rematar, em dia feriado, deix...
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Não, ainda não encontrei uma explicação! Agorinha mesmo, dois copos e um prato …..
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Enviei um envelope com uns livros para a minha sobrinha que vive em Paris.Como demorava a chegar, ela foi à sua estação de correios tentar ...






