13 outubro 2014

Estado de espírito


“Furacão, Bahamas” Winslow Homer, 1898

Gosto da pintura. Apesar dos tons cinzentos, do vento a querer derrubar as palmeiras, das nuvens carregadas e do mar agitado. A natureza a lembrar-nos que tem sempre uma palavra a dizer.

Muitas vezes o que vai lá fora é também o que nos vai na alma. Mas há sempre a certeza que depois da tempestade, o sol volta a brilhar, primeiro timidamente e depois em todo o seu esplendor. Aguardemos pois ...


Constatação do dia

As rotinas diárias são uma boa forma de combate à inércia que por vezes nos tolda o pensamento, seja lá qual for a razão que nos leva ao seu encontro ...

10 setembro 2014

Talento

Colagem de Cláudia Cabrita

Ela tem talento e eu gosto. Há mais aqui!

Da boa cozinheira que gostava de ser e que não sou!

Quem me conhece sabe que sou um desastre na cozinha. Literalmente! Deixo facilmente cair utensílios, entorno o que não devo, corto-me com a maior das facilidades ... Enfim, um desastre mesmo (passe o pleonasmo). Junte-se a isso, pese embora a boa vontade, a total inabilidade para a coisa e está justificado o título do post. Mas que gostava de cozinhar bem lá isso gostava. E quando me passeio por alguns blogs culinários com sugestões óptimas e simples que dão belas e sugestivas fotografias, vou logo para casa tentar fazer igual, mas é inútil! Há sempre algo que corre mal e o resultado final nunca é, sequer, parecido com o original. Mas sou persistente e hoje mais uma vez encantei-me com umas receitas na "Festa de Babete". Vamos ver o que é que dá ....

08 agosto 2014

Ora bem, comecemos então assim!


Buena Vista Social Club - Chan Chan

A música perfeita para o início de férias :)

Da beleza na escrita

Foto minha, Serra do Marão, Abril 2012
“…Já não se viam as faldas e gargantas das montanhas. As sombras da noite cresciam, do chão para o ar, e os píncaros recortavam-se, adustos, numa claridade parda, sufocante. Um e outro melro traçava o espaço, apressado em recolher ao poiso, e, longe, no pescoço de vacas que iam demandando o estábulo, tilintavam melancólicas campainhas. Pouco a pouco, a face cóbrea das encostas derretia-se na negridão que avançava lentamente. A neve do Larouco brilhava cada vez menos e a sua brancura, cada vez mais vaga, parecia suspensa na noite nascente. Das ravinas subia, nítida, forte, a lúgubre cantilena do vento…”


“Terra Fria” de Ferreira de Castro

A minha leitura do momento. Mais uma prova do inesgotável prazer que os livros nos podem proporcionar ...

Para os Braços da Minha Mãe