O que eu queria mesmo muito era poder estar em dois lados ao mesmo tempo. Acontece-nos a todos de vez em quando...
28 novembro 2013
26 novembro 2013
Eu "Chef", me confesso
E assim de repente descubro que há mais vida nas latinhas de conserva, para além do atum e das sardinhas (de que já gostava muito).
Na semana passa: caldeirada de lulas, escondida em arroz branco
Ontem: mexilhões de escabeche em cama de esparguete
Para a semana: Bacalhau com alho, com batatinha sauté
Sou uma "chef" e não tinha percebido!
Ps - E não, não me pagaram para publicitar
20 outubro 2013
Em curso
Leio
sofregamente, num atropelo de palavras. Fico sem fôlego.
São
tristes. Tristes as palavras, tristes os factos, tristes as vidas dos
personagens que vou encontrando. São poucos, perdidos na imensidão dos dias, na
paisagem quente do meu Alentejo. As mulheres sem nome, apenas chamadas de
mulher, filha ou irmã de alguém ou então identificadas pela profissão. Os
homens com nomes bíblicos, José, Gabriel, Moisés, Salomão... Todos eles se
entrelaçam na dureza da vida, na desgraça que espreita, na maldade traiçoeira,
na solidão que os cerca. Os gestos são vagarosos mas os sentimentos intensos. É
um romance triste, mas belo. Maravilhosamente escrito este "Nenhum Olhar" de José Luís Peixoto.
16 outubro 2013
Palavras do nosso tempo
Foto minha - detalhe de carruagem, no Museu dos Coches - Setembro 2013
"... Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros... "
in "Nenhum Olhar" de José Luís Peixoto
É o que cada vez mais me ocorre, nestes dias que vivemos ...
12 outubro 2013
Saudadinhas das minhas teclas! Ou o futuro ainda está muito à frente ...
Comprei um smartphone e agora estou aqui perdida no meio de tantas possibilidades tecnológicas.
Help! Quero as minhas teclas de ligar e desligar de volta !!!!!
06 outubro 2013
Hoje, em Belém, "velharias" e não só...
Esta tarde numa breve passagem pela feira de "velharias" de Belém. Três escritores de que gosto muito, três livros que ainda não li. Dois euros e cinquenta cada um e lá vim feliz e contente com eles de baixo do braço. Atravessei o jardim, encontrei um banco à sombra e por ali me fiquei um bom pedaço de tempo a folheá-los, a ler os genéricos antecipando o prazer da leitura real. À minha volta uma legião de turistas, numa miríade de línguas diferentes. Uns lagarteavam ao sol, encantados com o astro rei que hoje não se fez rogado e nos envolveu com os seus braços calorosos e outros, olhando em volta embasbacados para esse maravilhoso colosso que é o Mosteiro dos Jerónimos. Não me surpreende. Eu, que o vejo constantemente, também sempre que por ali passeio, ando de cabeça no ar a mirar cada detalhe e a apreciar os movimentos na pedra. Hoje voltei a entrar na igreja (na procura de alguma frescura) e, perante os túmulos do poeta e do navegador, vieram à memória as palavras escritas pelo primeiro, para serem ditas pelo segundo:
“…
Eis aqui, quase cume da cabeça
da Europa toda, o Reino Lusitano,
onde a terra se acaba e o Mar começa
e onde Febo repousa no Oceano.
……
Esta
é a ditosa pátria minha amada,
À
qual se o Céu me dá, que eu sem perigo
Torne, com esta empresa já acabada,
Acabe-se
esta luz ali comigo… “
(algures lá pelo Canto III)
08 setembro 2013
Falemos de cinema para arejar o blog
O
Mordomo
É um bom filme, mas vale sobretudo, na
minha modesta opinião, pelas excelentes interpretações. Depois é mais uma vez a
história dos EUA, vista pelo olhar de um mordomo, que, esteja onde estiver, “a
sua presença não deve ser notada”, como lhe ensinou a matriarca, mãe do dono da
plantação, que o colocou como “criado de casa”, era ainda criança. E ele assim
faz ao longo da vida, anulando o seu livre pensamento em prol do trabalho (quase
uma missão) que exerce. Sucedem-se 4 décadas de história, com ênfase particular
nas lutas pelos direitos humanos e anti raciais, culminando com a eleição do primeiro
presidente negro do País, sinónimo de esperança num mundo diferente. E como
todos sabem, tem música de Rodrigo Leão e eu gosto ….
A
Gaiola Dourada
Pois que sou uma dos
milhões que já viram o filme e gostei mesmo. É para rir … é sim senhor, mas
nada de risos frenéticos e desenfreados mas sim para algumas gargalhas
saudáveis. É um filme agradável que retrata os nossos imigrantes de forma
ternurenta e em que nos rimos com eles e não deles. Há muitas situações
próximas da realidade e a crítica, construtivamente retratada, vai tanto para o
lado dos trabalhadores portugueses como para os patrões franceses. Gostei e
recomendo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
-
As minhas lembranças alentejanas, não ficariam completas sem uma ligeira alusão gastronómica. Por isso e para rematar, em dia feriado, deix...
-
Não, ainda não encontrei uma explicação! Agorinha mesmo, dois copos e um prato …..
-
Enviei um envelope com uns livros para a minha sobrinha que vive em Paris.Como demorava a chegar, ela foi à sua estação de correios tentar ...





