17 janeiro 2013
José Afonso - Os Vampiros (ao vivo no Coliseu)
Continua na ordem do dia e cada vez a fazer mais sentido!
Novos desafios
Foto minha, Berlenga, Ago 2010
De
vez em quando na nossa vida, surgem alterações mais ou menos inesperadas que dependendo
da forma como as encaramos poderão transformar-se ou não, em novos desafios. Aquilo que
à partida pode parecer perturbador da nossa rotina e da vida tranquila que
levamos, se for encarado com algum tacto, muita energia e eficácia, terá
certamente resultados positivos, totalmente contrários aos nossos eventuais
receios iniciais. Está a acontecer-me neste momento. E gosto deste entusiasmo
que me invade, dos reptos que me lançam, dos novos métodos que se me deparam,
das pessoas que chegam. Um desafio é sempre bem vindo. Estou na luta…
(PS
– e não, não me refiro à nova carga fiscal, que me está a enlouquecer a mim e a
muitos milhões de portugueses. Esse é outro desafio, perceber onde é que vou
cortar para compensar o roubo dos Srs Passos e Gaspar!!! E eu ainda posso cortar. E quem já não pode?)
11 janeiro 2013
Nota sem importância, a não ser para mim
Foto
minha, Praia da Ursa, junto ao Cabo da Roca
Gosto
do Inverno e quem me conhece sabe disso. Gosto deste adormecer da natureza para
depois tudo rejuvenescer num crescendo de esperança. Apenas me aborrece o facto
de os dias serem muito curtos em termos de luz solar. Por outro lado é
exactamente a 22 de Dezembro, quando o Inverno começa que os dias começam a “crescer”.
E ontem às seis da tarde quando saí do serviço, percebi que isso já é visível.
Ainda não era noite cerrada e, olhando o horizonte, havia ainda uma réstia de
luz de dia, o que não acontecia nas últimas semanas. Deixou-me uma sensação de
bem estar…
10 janeiro 2013
Também queremos
Foto da minha amiga Zé, Museu da Electricidade e Estação
Fluvial, vistos do nosso “cacilheiro”, quando regressávamos de uma sardinhada
na Trafaria
Nunca fui a Talin, mas sempre nutri uma simpatia especial pela capital da Estónia. E apenas porque há muitos anos atrás conheci um casal daquela cidade, com quem privei durante algum tempo e que foram das pessoas mais gentis que conheci até hoje.
Agora vejo esta notícia no “Le Monde” et voilá que voltou a
minha velha admiração pela cidade. Transportes públicos gratuitos. Nós estamos
longe, muito longe…
09 janeiro 2013
Autocontrolo
Foto minha, jardim do Chalet da Condessa d'Edla em Sintra
A
cada início de ano renovam-se as intenções de cada um de nós de, no mínimo, não
repetir as atitudes mais desastrosas que tivemos no ano findo. Comigo pelo
menos é assim. Não faço grandes planos nem aponto para resoluções extraordinárias,
mas tento sempre não voltar a cair nos erros anteriores. Por conta disso já
consegui melhorar alguns aspectos da minha personalidade que a mim própria me
desagradam. Uma das coisas que tenho andado a tentar melhorar é o de ouvir sem
interromper e só falar depois. Parece simples mas não é. E é defeito, eu sei.
Pese embora a consciência do facto, quando dou por isso já estou a atalhar
conversa e logo a seguir a pedir desculpa. E é tão desagradável. E sabem quando
percebo isso? Quando estou a falar com alguém que também não ouve até ao fim. É
enervante claro! E pronto é só isto. Hoje tive necessidade de o assumir
publicamente. Quem sabe se não é terapêutico?
29 dezembro 2012
Leituras de fim de ano
Quadro da cr
"... e levantar-se de madrugada, logo depois de o galo pedrês cantar, ir à arramada fazer as necessidades, voltar para casa e colocar um pau de azinho e uns gravetos para atear o fogo; depois lavar a cara na bacia de esmalte azul, pentear o cabelo e fazer o monho, preso com uma peneta; despir a camisa de dormir, de flanela, e vestir o vestido preto, comprido e as meias pretas de lã grossa e calçar os sapatos de couro cardados; ir ver a cafeteira que está ao lume, entornando o café, pois já cheira por toda a casa; abrir a arca de castanho e retirar o tarro de esmalte cinzento com flores vermelhas, onde guarda o conduto; cortar o toucinho e a linguiça e o queijinho de cabra, ir ao tabuleiro do pão e levantar o pano de linho branco, tirar um pão, fazer sobre ele o sinal da cruz com o dedo e benzer-se, sentar-se numa cadeira e beber o café, junto ao fogo; e não se esquecer de fazer os farelos para o porco que soa a grunhir na pocilga e, de caminho, deitar uma mão cheia de milho às galinhas, e ver se têm água no bebedouro, que é um caco de barro ou uma rocha cavada no xisto..."
E continuo a ler em "Breviário das Almas" de Joaquim Mestre. Mão amiga fez-me chegar dois livros deste escritor alentejano que não conhecia. Assim de repente recuei umas décadas no tempo, quando criança passava férias no Alentejo profundo, na Serra de Serpa no monte de uma tia. Ali tudo era primitivamente simples. Não havia electricidade, nem água corrente. Albardava-se a burra, colocavam-se as enfusas e descia-se ao vale para ir ao poço e à horta. Pelo caminho muitas brincadeiras com os primos, que nos pregavam muitas partidas porque nós éramos meninas de cidade e tudo nos surpreendia. De vez em quando deixavam-nos dormir ao relento, ao som dos chocalhos das ovelhas, a olhar as estrelas e a ouvir histórias misteriosas, que nos faziam bater o coração e esbugalhar os olhos. Memórias que ficaram de momentos verdadeiramente mágicos. Saudades ... boas...
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Não, ainda não encontrei uma explicação! Agorinha mesmo, dois copos e um prato …..
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