10 janeiro 2013

Também queremos


Foto da minha amiga Zé, Museu da Electricidade e Estação Fluvial, vistos do nosso “cacilheiro”, quando regressávamos de uma sardinhada na Trafaria


Nunca fui a Talin, mas sempre nutri uma simpatia especial pela capital da Estónia. E apenas porque há muitos anos atrás conheci um casal daquela cidade, com quem privei durante algum tempo e que foram das pessoas mais gentis que conheci até hoje.
Agora vejo esta notícia no “Le Monde” et voilá que voltou a minha velha admiração pela cidade. Transportes públicos gratuitos. Nós estamos longe, muito longe…

09 janeiro 2013

Autocontrolo

Foto minha, jardim do Chalet da Condessa d'Edla em Sintra

A cada início de ano renovam-se as intenções de cada um de nós de, no mínimo, não repetir as atitudes mais desastrosas que tivemos no ano findo. Comigo pelo menos é assim. Não faço grandes planos nem aponto para resoluções extraordinárias, mas tento sempre não voltar a cair nos erros anteriores. Por conta disso já consegui melhorar alguns aspectos da minha personalidade que a mim própria me desagradam. Uma das coisas que tenho andado a tentar melhorar é o de ouvir sem interromper e só falar depois. Parece simples mas não é. E é defeito, eu sei. Pese embora a consciência do facto, quando dou por isso já estou a atalhar conversa e logo a seguir a pedir desculpa. E é tão desagradável. E sabem quando percebo isso? Quando estou a falar com alguém que também não ouve até ao fim. É enervante claro! E pronto é só isto. Hoje tive necessidade de o assumir publicamente. Quem sabe se não é terapêutico?

29 dezembro 2012

Leituras de fim de ano

Quadro da cr

"... e levantar-se de madrugada, logo depois de o galo pedrês cantar, ir à arramada fazer as necessidades, voltar para casa e colocar um pau de azinho e uns gravetos para atear o fogo; depois lavar a cara na bacia de esmalte azul, pentear o cabelo e fazer o monho, preso com uma peneta; despir a camisa de dormir, de flanela, e vestir o vestido preto, comprido e as meias pretas de lã grossa e calçar os sapatos de couro cardados; ir ver a cafeteira que está ao lume, entornando o café, pois já cheira por toda a casa; abrir a arca de castanho e retirar o tarro de esmalte cinzento com flores vermelhas, onde guarda o conduto; cortar o toucinho e a linguiça e o queijinho de cabra, ir ao tabuleiro do pão e levantar o pano de linho branco, tirar um pão, fazer sobre ele o sinal da cruz com o dedo e benzer-se, sentar-se numa cadeira e beber o café, junto ao fogo; e não se esquecer de fazer os farelos para o porco que soa a grunhir na pocilga e, de caminho, deitar uma mão cheia de milho às galinhas, e ver se têm água no bebedouro, que é um caco de barro ou uma rocha cavada no xisto..."

E continuo a ler em "Breviário das Almas" de Joaquim Mestre. Mão amiga fez-me chegar dois livros deste escritor alentejano que não conhecia. Assim de repente recuei umas décadas no tempo, quando criança passava férias no Alentejo profundo, na Serra de Serpa no monte de uma tia. Ali tudo era primitivamente simples. Não havia electricidade, nem água corrente. Albardava-se a burra, colocavam-se as enfusas e descia-se ao vale para ir ao poço e à horta. Pelo caminho muitas brincadeiras com os primos, que nos pregavam muitas partidas porque nós éramos meninas de cidade e tudo nos surpreendia. De vez em quando deixavam-nos dormir ao relento, ao som dos chocalhos das ovelhas, a olhar as estrelas e a ouvir histórias misteriosas, que nos faziam bater o coração e esbugalhar os olhos. Memórias que ficaram de momentos verdadeiramente mágicos. Saudades ... boas...

20 dezembro 2012

Dos dias especiais

Este é para mim o dia dos dias. Parabéns filho! Grandes momentos já passámos nestes 32 anos, não é verdade?  Venham mais que nós cá estamos para os viver plenamente…

14 dezembro 2012

Desabafo

Há pessoas que mentem tanto, que de certeza desconhecem a história de Pedro, das ovelhas e do lobo que não era, mas que acabou por ser… oh alminhas, um pouco mais de honestidade não?

07 dezembro 2012

Replay anual

Quinta da Regaleira, foto minha
 
Vou juntar dois dias ao fim-de-semana e fazer umas mini-férias. E como de costume nesta época, um dos dias vai ser passado em Sintra. Adoro passear-me por ali no Inverno. Vestida a rigor para fazer frente ao frio, casacão, chapéu, luvas, cachecol e o que mais houver, passeio pela vila e aprecio o ambiente que nesta altura é ainda mais misterioso e mágico. Visito algumas lojinhas especiais que por lá existem, bebo um chá num qualquer sítio acolhedor, vou até à Regaleira, descubro um recanto abrigado e fico por ali a ler um bocado e a sonhar acordada. E isto é quase um replay de ano para ano. Adoro!

Para os Braços da Minha Mãe