Continuando em modo Verão lowcost, este é o meu programa
desta noite. O ano passado vi em DVD a saga de D. Fabrício e da sua luta para
manter uma vida aristocrática, face à ameaça burguesa. Na altura pensei que deveria
ser fantástico ver o filme em grande ecrã.
Nem que de propósito, aqui está o
CCB com o ciclo Música de Nino Rota, que inclui a projecção do épico.
Reunido
um grupo de amigos, alinha-se previamente num ágape reconfortante e depois … cinema
com eles!
(Em tempo:
“Há que mudar, para que
tudo continue igual”. A célebre frase do Príncipe de Salinas na fase inicial do
filme diz tudo sobre o que vem depois. Faltam-me palavras para descrever a beleza
do filme e por isso vou só referir um detalhe, aquando da chegada da família a
Donnafugata e após a recepção do comité de boas vindas todos se dirigem para a
missa. A câmara começa a focar lentamente e na lateral um a um os membros da
família Salinas, sentados nos bancos de madeira, a parecerem autênticos
fantasmas, desalinhados, cobertos de pó e de olhar perdido. O realismo da cena é
de tal ordem que comecei a sentir a garganta a arranhar, como se aquele pó
saltasse do ecrã e se abatesse sobre a plateia. Como disse, ainda estou sem
palavras…)