Mário de Carvalho foi o escritor do mês lá na Comunidade e mais uma vez
tivemos o privilégio da presença do autor na Sessão. Gostei tanto que decidi
partir para outros livros do escritor e já estou completamente rendida a esta
preciosidade.
01 julho 2012
22 junho 2012
Os meus programas gratuitos de Verão (1)
Porque a música não se resume ao Bruce, porque a vida não é
só futebol (obrigado oh homem dos abdominais tablete, como diz a canção),
porque eu gosto dum Verão bem preenchido e sem grandes custos, porque não é
preciso sair de casa para encontrar boas ofertas e porque é preciso aderir às iniciativas
culturais gratuitas para que estas sejam cada vez mais e melhores, é com este programa que vou iniciar as hostilidades deste Verão!
03 junho 2012
Ora então vamos lá a isto!
"The river" - Bruce Springsteen
(PS - dificilmente este concerto sairá da minha memória. Como é que se consegue passar os sessenta e continuar com tanta energia, tanta garra e tanta magia. E não foi só o Bruce, mas toda a E. Street Band, que anda na mesma faixa etária. Foi muito, muito bom ! Os outros concertos (os Kaiser C, James e Xutos) foram também o aperitivo ideal! Estreia perfeita no Rock'in Rio...)
27 maio 2012
Paulo Moreiras
estas curiosas linhas
que me atravessam as mãos
não são mais do que o meu destino
escrito
traçado
e proclamado
Poema de Paulo Moreiras em "Do obscuro ofício", livro que ontem nos foi gentilmente oferecido pelo Autor
que me atravessam as mãos
não são mais do que o meu destino
escrito
traçado
e proclamado
como se dele não me pudesse esquivar
esse é o nosso erro
e a nossa perdiçãoPoema de Paulo Moreiras em "Do obscuro ofício", livro que ontem nos foi gentilmente oferecido pelo Autor
25 abril 2012
José Afonso - Os Vampiros
Em dia de comemoração da liberdade, as palavras de José Afonso fazem cada vez mais sentido!
No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
24 abril 2012
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