22 junho 2012

Os meus programas gratuitos de Verão (1)

Porque a música não se resume ao Bruce, porque a vida não é só futebol (obrigado oh homem dos abdominais tablete, como diz a canção), porque eu gosto dum Verão bem preenchido e sem grandes custos, porque não é preciso sair de casa para encontrar boas ofertas e porque é preciso aderir às iniciativas culturais gratuitas para que estas sejam cada vez mais e melhores, é com este programa que vou iniciar as hostilidades deste Verão!

03 junho 2012

Ora então vamos lá a isto!



"The river" - Bruce Springsteen

(PS - dificilmente este concerto sairá da minha memória. Como é que se consegue passar os sessenta e continuar com tanta energia, tanta garra e tanta magia. E não foi só o Bruce, mas toda a E. Street Band, que anda na mesma faixa etária. Foi muito, muito bom ! Os outros concertos (os Kaiser C, James e Xutos) foram também o aperitivo ideal! Estreia perfeita no Rock'in Rio...)

27 maio 2012

Em contagem decrescente...

Paulo Moreiras

estas curiosas linhas
que me atravessam as mãos
não são mais do que o meu destino
escrito
traçado
e proclamado

como se dele não me pudesse esquivar

esse é o nosso erro
e a nossa perdição

Poema de Paulo Moreiras em "Do obscuro ofício", livro que ontem nos foi gentilmente oferecido pelo Autor

25 abril 2012

José Afonso - Os Vampiros



Em dia de comemoração da liberdade, as palavras de José Afonso fazem cada vez mais sentido!

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada

Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

22 abril 2012

No dia da terra


No passado fim-de-semana andei por Amarante e pela Serra do Marão, em mais uma das deslocações da minha Comunidade de Leitores. As fotos são do jardim da Casa de Pascoaes em Gatão, um jardim como eu gosto, ligeiramente selvagem e pouco estruturado e da Serra, que apesar de ter poucas árvores é absolutamente magnífica e deslumbrante.

Doce pecado!