10 março 2009

Vintage

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não

E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

Maria Guinot - "Silêncio e tanta gente"

Era a nossa representante no festival da Eurovisão de 1984. Gosto das palavras, da melodia e da voz intensa da MG. Pode ouvir-se aqui. Por vezes é no meio de uma multidão que nos conseguimos isolar. Ouvir o silêncio por entre as vozes dos outros é uma espécie de terapia emocional. Até onde conseguimos ir em ambientes mais ou menos volúveis? Mais ou menos agressivos? Costumo fugir de multidões, porque me causam algum desconforto. Mas, se por algum motivo que não consigo ultrapassar, sou apanhada na engrenagem, essa é a técnica que uso para me libertar…

09 março 2009

06 março 2009

A liberdade dos pincéis




Por ordem:
Hieronymus Bosch - Navio dos Loucos
René Magritte - Le Blanc-Seing
Nadir Afonso - Sereias
Ainda a propósito do post de ontem, apeteceu-me divagar um pouco sobre a arte surrealista (neste caso pintura) de que tanto gosto. Quando me deparo com uma pintura surrealista, mergulho de imediato num exploratório jogo de emoções. Tento agarrar a imaginação do autor e perceber que histórias estariam por trás da sua criação. Percebo facilmente porque nem tudo o que parece é e como a sensibilidade nos pode transportar para mundos genialmente fantasiosos e atraentes. O encantamento do surrealismo prende-me pela sua liberdade e sobretudo pela sua irreverência. Quase tudo é permitido e quase tudo é perdoado…
Tenham bom fim-de-semana!

05 março 2009

Do Brueghel e da Natureza

Pieter Brueghel (o Velho), Dulle Griet 1562 (ou 1563)

Esta madrugada o diabo andou à solta aqui pelos meus lados. Acordei lá pelas cinco da manhã com o barulho demoníaco do vento. Ouvia os ramos das árvores a estalar, as persianas a bater desenfreadamente e os cães a ladrar desalmadamente. Voltei a adormecer, embalada pela natureza ruidosa, mergulhando numa espécie de sonho/pesadelo que me transportou para vivências e paisagens Brueghelianas

04 março 2009

Das fotografias



Um destes dias e para aproveitar mais uma tarde de chuva, entretive-me com umas arrumações / desarrumações e acabei na prateleira onde estão os álbuns de fotografias. Havia algumas para ordenar e lá estive mais de uma hora, sentada no chão e rodeada de vida. Sim, porque afinal são os registos de uma vida e quase sempre de uma vida feliz. E sim porque nós nunca fazemos fotografias dos maus momentos. Já repararam? Já alguma vez pararam para pensar nisso? Não? Então experimentem da próxima vez que tiverem um tempo disponível. Abram as gavetas, revirem as prateleiras, as caixas de cartão e olhem para as vossas fotografias e lembrem-se dos momentos em que cada uma foi tirada. E quando se apercebem estão a sorrir ou a rir ou mesmo às gargalhadas...

03 março 2009

E então?

Gosto de café e não de leite. Uso brincos e não colares. Gosto de ficar nas últimas filas do cinema e não nas da frente. Gosto de trabalhar com o rádio ligado e não no silêncio. Gosto de Lídia Jorge e pouco da Agustina. Gosto de carros Citroën e não de Mercedes. Gosto de Paula Rego e a Vieira da Silva é-me indiferente. Gosto de usar azul e lilás e não verde cinzento. Gosto de secar cada centímetro de pele depois do duche e não de me embrulhar simplesmente numa toalha ou num roupão. Uso sapatos de cunha e não de salto. Tenho as unhas curtas e não compridas. Detesto lençóis de flanela, adoro os de algodão. Gosto de umas coisas, que outras pessoas detestam. E então? Alguém tem alguma coisa a ver com isso? Qual é o problema se em vez de fósforos de cabeça vermelha, compro fósforos de cabeça amarela?

02 março 2009

Momento de humor!


Sem veleidades! É segunda-feira e a semana adivinha-se muito trabalhosa. Por isso comecemos com um momento de humor, para nos trazer inspiração e alegria no trabalho. E agora mão na massa, que é como quem diz, vamos ser criativos e produzir ….

Anatomia de um Vírus (3)